domingo, 31 de julho de 2011

música dos ratos no telhado

Ver árvores à noite me lembra o lugar que estive algumas vezes/
não há volta para lá, apenas ida/
nem lugar há, é estado


meu descontrole cresce/
não é meu, é em mim/
sou consumida
no fígado que trituro para o cachorro/
no cigarro que desenha a névoa
e enrouquece

sou tragada por tudo que sei
e rejeito/
pelo que não sei
e não busco

se do encontro com a sombra de dia
sobrevivo
apenas assim me arrasto
olhando gatos, coisas
às vezes olhando de noite as árvores

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