segunda-feira, 11 de abril de 2011

Cartas


                                                                                                                      a poesia mais viva, que jorra


antes do suco
abraço forte seu corpo em cada fruta
no peito, sorriso e lágrima


em cada colherada como toda a fé que conheço,
peço as bençãos, agradeço
aprendi tanto das suas mandíbulas incansáveis


corro, corro, algumas vezes corro o mais rápido possível
quando meu corpo não entende a falta
e arde


as ervas que sabem, santas, a coragem que preciso,
dançam comigo - me animam
no aroma, amorosas me contam
que você está aqui
sempre a dançar conosco


as 5 horas de manhã todo o escuro quer explodir a treva em luz
entre o céu e o mar eu rezo
peço perdão por não conseguir libertar o amor
que pede passagem
quer me elevar ao berço humano
solar dourado
amoroso e Pai


Nosso Pai silencioso em seu Mistério, vivo em toda parte, me mostra
tudo o que não perco por não estar aí
que não te perco e nem a nada, nunca


me ajuda a ver, alma na minha alma!
que toda essa força criada em nós
permanece e nos une
e que a ajuda que recebes aí vem a mim
que procuro a luz em toda parte


trançada à noite e à blusa
adormeço o corpo me acolhendo
repetindo o infinito canto amoroso
da Fé

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