segunda-feira, 11 de abril de 2011

Cartas

                                                                                                                                                                                                  tanto e nada

vivi extrema
de estrada
no rio caudaloso
que desce cachoeira

e uma pequena fonte
vivi nua

estive contigo
hora e outra nos novos metrôs
hotel suntuoso
jantar de negócios

fui filha de salto
dançarina de valsa
e de vinho

bebi tempestade
adormeci nos seus panos
com raios

vivi sol radiante
jovens quentes
argentina
bahia

você presente

e de novo presente

chamada ao nosso mistério
me detive em dois e-mails
de palavras difíceis
tanto e nada pra ser dito

vivi o silêncio
o I CHING
a nós
muita homenagem
muitas portas
em movimento interno
se abrindo

dedicada
delicada dançando o mundo
ventando riso e chorando alegre
te sinto, abstrato
como força viva

não sei o que sou
NÃO SEI

passeando
entendo que juntos
somos oportunidade
abertura como fenda no antigo
tamanho imenso

meu compromisso com a guerra vem cada vez mais perto
cada vez mais claro
entre nós conversamos piadas

perdão pela guerra

está dentro de nós

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