terça-feira, 31 de julho de 2007

Uma de mim, entre outros.

Sentada sob os meus olhos,
na porta de mim,
da casa extensa das minhas janelas,
da noite imensa das minhas tormentas;
vou sendo a vida
que a vida fomenta à flor da terra,
da pele, do berro.

Dentro de mim, se me recolho;
dessas cortinas, trevas, chamas pelos buracos -
tonta de força, enroscada ao peito infindo,
evito o estrondo, chamuscando o vento em faísca,
raio que acalma, verte tempestade, pesa pra fora;

então tento estar no entre
a saída e entrada,
da atriz na testemunha,
vazando completa aos opostos de luz e sombra que engravidam meu ser de escolhas.


(2002)

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